segunda-feira, 8 de novembro de 2010

2001: Uma Odisséia no Espaço

Alinhados: Sol, Terra e Lua.

Nunca fui fã de ficção científica, porém, desta vez, meus preconceitos em relação a este gênero foram definitivamente anulados. "2001: Uma Odisséia no Espaço" não é somente um filme muito bem feito como também muito tocante. Quando terminei de assistir pensei ter saido, de fato, do meu corpo. Assistida em Blu-Ray, o que, penso eu, fez muita diferença, pois é um filme muito visual, a obra-prima do diretor Stanley Kubrick me deixou fascinado. Desde a abertura, com o Sol, a Terra e a Lua alinhados, até o seu final mágico que, obviamente, não irei contar aqui, – tendo em vista que o meu objetivo jamais foi o de estragar qualquer filme, mas sim o contrário: indicar e comentar bons filmes para que possam ser vistos pelos que têm bom gosto; – fiquei inteiramente maravilhado com a genialidade do diretor Kubrick e de Arthur Clarke, autor do ponto de partida para este clássico, que foi o conto "A Sentinela", na hora de mostrarem os seus talentos.

Tratando de assuntos que sempre foram motivos de extrema curiosidade nos seres humanos, como o da origem do Homem, "2001" prende a nossa atenção até o final. Por mais que tenha menos de 50 minutos de diálogo, não é nada maçante. Podemos assisti-lo quase que sem piscar os olhos. Acompanhamos, junto com um monolito negro, a evolução do Homem na Terra à primeira viagem tripulada ao planeta Júpiter. Nesta viagem, o computador avançado HAL 9000 tenta eliminar a tripulação e assumir o controle da nave.

A partir de seu enredo deveras interessante, podemos iniciar longas discussões sobre as diversas interpretações que o filme nos possibilita. Nada é de mão beijada. Temos que raciocinar bastante para desvendar todos os segredos deste clássico. Talvez uma vida inteira seria necessária para atingir um ponto absoluto, uma conclusão para os diversos mistérios que Stanley Kubrick nos deixou: "Todos são livres para especular à vontade sobre o significado filosófico e alegórico de 2001". Já Arthur Clarke comentou no lançamento: "Se alguém entender o filme da primeira vez, nossas intenções terão falhado".

Enigmático e desafiador, 2001 visualizou a chegada do homem na Lua um ano antes de isso ter realmente acontecido. Além disso, foi filmado numa época em que efeitos visuais não eram possíveis de serem feitos em computadores, exigindo o desenvolvimento de inúmeras novas técnicas, como a de múltipla exposição no negativo. Não poderia deixar de comentar que sua trilha sonora é descomunal e muito bem acertada, composta, por exemplo, por Richard Strauss ("Also Sprach Zarathustra") e Johann Strauß ("Danúbio Azul" - em português).

Quebrando diversos paradigmas na História do Cinema, "2001: Uma Odisséia no Espaço" é, indubitavelmente, um filme para ser assistido diversas vezes para que se possa entender o seu real significado. Esta relíquia da Sétima Arte pode render muitas horas de boa conversa!


 Interpretação Animada de "2001: Uma Odisséia no Espaço"

domingo, 3 de outubro de 2010

À Noite Sonhamos

Chopin e Lizt se cumprimentando e tocando a Polonaise
"À Noite Sonhamos", dirigido por Charles Vidor, é um filme biográfico sobre o compositor romântico Frédéric Chopin (Cornel Wilde). Não apresenta muita verossimilhança, pois nem todos os momentos do filme aconteceram na vida do compositor, entretanto, isso não faz o filme perder sua genialidade e importância.
Muito emocionante, retrata a passagem de Chopin em sua casa na Polônia, com apenas dez anos, até seus últimos momentos de vida. Seu professor musical, Joseph Elsner (Paul Muni), sugere que vá para Paris para ter seu talento reconhecido, porém a família não tem muito dinheiro: seu pai, com as aulas de francês que dava, não conseguiria pagar a viagem. Já adulto, em uma apresentação, quando o governador czarista aparece, se recusa a continuar tocando. Então, para não ser preso, foge, acompanhado de seu professor, para a cidade recomendada anteriormente. Ao chegar em Paris, não demora muito que se apaixone. Essa paixão é uma escritora Aurore Dupin, conhecida por seu pseudônimo George Sand (Marie Oberon) usado para assinar seus livros. Para que não descubram seu romance, viaja com George para Majorca, uma ilha espanhola, onde se dedica ao piano. Influenciado por George, Chopin não apresentava-se em concertos, somente em salões, onde se encontra depois de muito tempo com o seu professor de música, que o relembra da sua vontade de libertar a Polônia e de seus ideais. Mesmo doente por causa de sua tuberculose, fortalecida pelo clima úmido de Majorca, Frédéric Chopin relembra sua infância e muda os seus atos, resgatando aquele menino de 10 anos dentro de si. É um filme que carrega muitas emoções, e em muitas passagens do enredo somos surpreendidos. Mostra o encontro de Frédéric com Lizst, por exemplo. Enfim, é altamente recomendável que seja assistido, tanto para os que procuram enredos biográficos, tanto para os que desejam apenas assistir a um bom filme.

O Segredo de Beethoven

Beethoven (Ed Harris) e Anna (Diane Kruger)
Primeiramente, é preciso considerar que falar sobre um dos maiores mestres que já pisaram neste mundo não é uma tarefa das mais fáceis. Não por não ter o que contar, mas pelo contrário, ter em demasia. Talvez esse seja um dos motivos mais importantes para que a minha opinião se concretize, de que, para se criar um filme biográfico tem que ter talento. Não tanto como o mestre arrebatador da Música, Ludwig van Beethoven, tinha, é claro, mas uma bela parte, temos que confessar. O filme se desenrola com a história fictícia sobre o último ano de vida do grande Maestro, no qual ele está compondo sua Nona Sinfonia e Anna vai trabalhar como sua copista. Para ela o trabalho é maravilhoso, pois se envolve com um mestre da Música e isso, certamente, a ajudará a desenvolver o seu dom de compôr. Esse relacionamento faz com que ambas as partes tenham seus talentos solidificados, especialmente Beethoven, que vê Anna como uma alma pura que foi "enviada por Deus" para inspirá-lo. Cenas como a da première de sua última sinfonia, em que Beethoven, surdo, não se sentindo seguro para reger a Orquestra, foi salvo pela dedicação de sua copista, que direciona, de longe, as mãos e a batuta do grande compositor, fazem com que o filme seja digno de ser visto e escutado com bons olhos e ouvidos.

Uma Aventura na África

Katharine Hepburn e Humphrey Bogart
Um casal que tem tudo para dar errado: Rose Sayer (Katharine Hepburn) e Charlie Allnut (Humphrey Bogart). Na África, com paisagens exuberantes, o diretor John Huston consegue fazer de um filme que se passa a maior parte do tempo em um barco, chamado African Queen (Rainha da África), incomparável! Rose é uma religiosa que, após a morte de seu irmão, o reverendo Samuel (Robert Morley), aceita ser levada de volta  para a civilização com a ajuda de Charlie e de seu velho barco a vapor. E, esta viagem complicada, repleta de partes perigosas, onde a natureza fala mais alto e a adrenalina aumenta, onde há alemães nas margens do rio e entre outras coisas que as personagens principais terão que enfrentar, fará com que você se sinta viajando junto com estes grandes atores do Cinema. Inesquecíveis cenas filmadas em belíssimos lugares, corredeiras e animais perigosos deixarão você maravilhado até o final. Assista a esse filme e sinta-se em uma grande aventura na África!

Alguém Tem Que Ceder

Jack Nicholson e Diane Keaton
Harry Sanborn (Jack Nicholson) é conhecido por namorar garotas com menos de trinta anos. Durante um final de semana com uma jovem chamada Marin, Harry sente dores no peito. Ambulância após ambulância passa a ser cuidado por Erica Barry (Diane Keaton), mãe de Marin, uma famosa escritora de peças teatrais. O médido de Harry, o doutor Julian Mercer (Keanu Reeves) apaixona-se por Erica, inclusive se apresenta como um grande fã de suas peças. Isso para conflituar ainda mais  as novas chances que o amor exigirá. Além disso, Erica nem mais pensava em se casar depois de seu divórcio, usando uma técnica para não sentir falta do amor que, basicamente, é ocupar-se. De repente, esquecendo de tudo o que sempre falou de mulheres mais velhas, Harry desenvolve um certo amor por Erica. E, por mais que sempre teve as "rédeas presas", entra em um mundo novo, de mulheres acima dos trinta! Conta com um elenco maravilhoso: Jack Nicholson, Diane Keaton e Keanu Reeves. Assista e reflita sobre as mudanças que o amor pode causar!

Levada da Breca

Katharine Hepburn e Cary Grant
Começarei dizendo que "Levada da Breca" foi uma das melhores, senão a melhor, comédia que eu já assisti em toda a minha vida! Espero que esse fato conte alguns pontos na hora de você decidir se irá assistir a esse maravilhoso filme.
Eu demorei para assistir a este clássico. Não sei dizer exatamente o porquê, acho que foi por causa da minha grande lista de "filmes para assistir"... Porém, já nos primeiros minutos de filme, fiquei completamente apaixonado. Acredito que seja impossível não rir. Hoje em dia, com tantas comédias sem sentido, tanta gente perdendo o seu tempo com verdadeiras porcarias, ignoram tantos filmes brilhantes, talvez pelo simples fato de ter sido lançado em 1938! Grande coisa! É em preto e branco, sim. E dai? O que isso significa? Nada! Nessa comédia perfeita, unindo dois grandiosos atores, Cary Grant e Katharine Hepburn, o diretor Howard Hawks conseguiu me deixar maravilhado durante os 102 minutos de filme.
David Huxley (Cary Grant) é um paleontólogo que conhece Susan Vance (Katharine Hepburn), uma maluca e rica herdeira que ganhou um leopardo do Brasil como um animal de estimação! Susan mete David em encrencas, mas este só quer casar com sua noiva e levar a clavícula intercostal de brontossauro que faltava para uma exposição no museu em que trabalha. Porém, depois que conhece Susan, sua vida se torna uma confusão. E esta confusão diverte o espectador de uma maneira descomunal! Inclusive, este filme marca o apogeu da "comédia maluca" (screwball comedy). Escandalizou quando Cary Grant, em uma cena de muito estresse diz que é gay, explicando-se por estar de camisola. O filme quase foi censurado. Foi a primeira vez que o termo "gay" foi usado no Cinema.
Em sua época o filme pode não ter feito sucesso pelo público e pelos críticos, porém, para mim é a fórmula perfeita de se fazer rir! Divirta-se!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pollyanna

Hayley Mills como Pollyanna
Baseado no romance de Eleanor Hodgman Porter, "Pollyanna" é um filme inesquecível de Walt Disney que se passa na pequena cidade de Americana (Harrington Town, no original em inglês), onde Pollyanna chega para morar com a sua tia Polly, uma mulher preocupadíssima com aparências, política e posses. Pollyanna é uma órfã que, com seu otimismo, não se deixa levar pela tristeza. É feliz pela simples razão de que pode ser feliz. Vê coisas boas em tudo e em todos, diferentemente da maioria das pessoas. 
Enquanto todos na cidade sentem medo em ir contra os princípios e "tradições" de sua tia Polly, Pollyanna continua a mesma, com a sua felicidade contagiante e animadora. Sua habilidade de espantar a tristeza e encontrar coisas boas em tudo muda o modo de viver de toda cidade, fazendo com que seus habitantes passem a repensar suas prioridades e atitudes.
Hayley Mills realmente encanta com a sua admirável atuação como a jovem Pollyanna. Em várias cenas, o espectador impressiona-se com o talento da pequena atriz. E, por causa do seu brilhante trabalho, recebeu um prêmio especial em 1960: Prêmio Juvenil, Pollyanna.
O filme, além de seu emocionante enredo, conta com ótimo elenco, fotografia e figurino. Fazendo com que o espectador se apaixone ainda mais pela história.
Assista a esse filme e emocione-se com o enredo repleto de risos e lágrimas, onde a menina Pollyanna faz com que sua tia Polly entenda a importância do amor e da esperança.