| Beethoven (Ed Harris) e Anna (Diane Kruger) |
Primeiramente, é preciso considerar que falar sobre um dos maiores mestres que já pisaram neste mundo não é uma tarefa das mais fáceis. Não por não ter o que contar, mas pelo contrário, ter em demasia. Talvez esse seja um dos motivos mais importantes para que a minha opinião se concretize, de que, para se criar um filme biográfico tem que ter talento. Não tanto como o mestre arrebatador da Música, Ludwig van Beethoven, tinha, é claro, mas uma bela parte, temos que confessar. O filme se desenrola com a história fictícia sobre o último ano de vida do grande Maestro, no qual ele está compondo sua Nona Sinfonia e Anna vai trabalhar como sua copista. Para ela o trabalho é maravilhoso, pois se envolve com um mestre da Música e isso, certamente, a ajudará a desenvolver o seu dom de compôr. Esse relacionamento faz com que ambas as partes tenham seus talentos solidificados, especialmente Beethoven, que vê Anna como uma alma pura que foi "enviada por Deus" para inspirá-lo. Cenas como a da première de sua última sinfonia, em que Beethoven, surdo, não se sentindo seguro para reger a Orquestra, foi salvo pela dedicação de sua copista, que direciona, de longe, as mãos e a batuta do grande compositor, fazem com que o filme seja digno de ser visto e escutado com bons olhos e ouvidos.
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